Os profissionais de segurança privada desempenham um papel essencial na proteção de empresas, instituições e pessoas. No entanto, muitos trabalhadores desse setor desconhecem seus direitos e acabam sendo prejudicados por jornadas exaustivas, falta de benefícios e condições de trabalho inadequadas.
Se você trabalha como vigilante, segurança patrimonial, escolta armada ou qualquer outro cargo na segurança privada, este artigo é para você!
A segurança privada inclui trabalhadores que atuam na proteção de bens, patrimônios e pessoas, como:
Esses profissionais são contratados por empresas privadas, mas seguem regras rígidas, incluindo cursos de formação, reciclagens obrigatórias e registros na Polícia Federal.
🔹 Registro em Carteira (CLT)
Toda empresa de segurança privada deve contratar seus funcionários com carteira assinada, garantindo benefícios como férias, 13º salário, FGTS e aposentadoria.
🔹 Adicional de Periculosidade
Os vigilantes e seguranças têm direito a um adicional de 30% sobre o salário base, pois trabalham em condições de risco. Esse valor deve ser pago mensalmente e não pode ser substituído por nenhum outro benefício.
🔹 Jornada de Trabalho e Horas Extras
A jornada padrão para vigilantes é de 8 horas diárias ou 12×36 (12 horas de trabalho por 36 horas de descanso). Se houver hora extra, ela deve ser paga com acréscimo de 50% sobre o valor normal da hora trabalhada.
🔹 Intervalos e Descanso
Nos turnos de 8 horas, deve haver pelo menos 1 hora de intervalo para refeição e descanso. Na jornada 12×36, o descanso já está embutido no período de folga.
🔹 Adicional Noturno
Trabalhadores da segurança que atuam entre 22h e 5h têm direito a um adicional de 20% sobre a hora trabalhada. Além disso, cada hora noturna equivale a 52 minutos e 30 segundos – ou seja, o tempo trabalhado deve ser reduzido ou pago como hora extra.
🔹 Fardamento e Equipamentos
A empresa deve fornecer uniforme, colete à prova de balas, rádio comunicador e outros equipamentos necessários, sem cobrar nada do funcionário.
🔹 Reciclagem Obrigatória e Custos
A cada dois anos, vigilantes e seguranças precisam fazer cursos de atualização. A empresa deve custear essa reciclagem, garantindo que o profissional continue regularizado.
Apesar dos direitos garantidos, muitos vigilantes e seguranças enfrentam abusos trabalhistas, como:
❌ Trabalho sem registro (empresas contratam sem assinar a carteira, negando direitos).
❌ Não pagamento do adicional de periculosidade.
❌ Jornadas exaustivas sem pagamento de horas extras.
❌ Desvio de função (vigilantes fazendo serviços administrativos ou de limpeza).
❌ Não pagamento de adicional noturno corretamente.
❌ Recusa de pagamento de verbas rescisórias na demissão.
🚨 Se você sofre alguma dessas irregularidades, saiba que pode buscar seus direitos na Justiça do Trabalho!
Se a empresa está descumprindo seus direitos trabalhistas, você pode entrar com uma ação na Justiça do Trabalho para exigir:
✔️ Reconhecimento do vínculo empregatício, se estiver trabalhando sem carteira assinada.
✔️ Pagamentos atrasados, incluindo adicional de periculosidade, horas extras e adicional noturno.
✔️ Indenização por condições precárias de trabalho.
✔️ Rescisão indireta, caso a empresa viole os direitos de forma grave.
Um advogado especializado em direito trabalhista pode analisar sua situação e entrar com um processo para garantir todos os direitos que você tem.
📌 Nosso escritório é especialista em defender os direitos dos trabalhadores da segurança privada. Se você está enfrentando problemas no seu emprego, entre em contato agora para uma consulta! 📞⚖️
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